Papo furado, Poeminhas

uma espécie de budismo


cada vez que boto o pé na rua
vem na cabeça uma vontade crua
de por aí cometer uma meia dúzia
de violências

cada passo torto na calçada
faz ferver esse monstro

.

o corpo repleto de sinais de nascença
e não sei quantos tardios
prenunciando um câncer mortal

no fundo do coração
o desejo de pisar num tapete de crânios

!

tocar um violão a cada suicídio
uma guitarra em cada assassinato
e um tambor nos massacres

;

e a cada pedido
de amor ao próximo
a doença cresce
e corrói
até o fim (eu sei)

,

isso é pedir demais, mas

me deixem aqui com meu ódio

 

:

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