Papo furado, Poeminhas

Vencido


Das guirlandas
dê-me o fio
das plantas

O aparar de cheiro doce
da morte das flores.

Dos dosséis
dê-me o fio
com qual cortinam o corpo

o alvor dos lençóis
morbidez à XIX.

Dê-me a morte
docemente, aceito.

Que ela venha cheirosa,
elegante, serena,
roer-me os ossos.

Voltarei, então, à 1912.

Para acompanhar Dos Anjos,
o augusto, no não-sentir
roer-se

do derradeiro banquete.

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