Papo furado, Poeminhas

O dia da morte do criador e regente


Tuareg

disse deus

embolocando

o feitiço

tiço – que sentido

tem isso?

qué isso?

menino

praquêisso?

Pisco

e piscou mesmo

seus oitos olhos

de aranha

deus

de quelíceras

eternas

de venenos/amebas

subcutâneas

átrios-ventrículos

contraindo mais/mais

sem controle

deus

aranha-negra-armadeira

da sístole/diástole

espontânea.

Ahn?

Me diga

irmão:

não se espante

se não entender

motivo, sentido, praquê.

Santificado

em palavra nenhuma

metáfora

geração/criação

não há

o que se compreender.

Tuareg

disse novamente

deus

piscando dos oito

apenas sete.

Quem diria

que Ele estava ali

o tempo todo

na estante

olhando/regendo

tudo

em sua casa

entre o veludo

e o papel

de um livro gasto.

Eu, que fiz?

Fui ler.

Matei-o sem querer.

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