Papo furado, Poeminhas

Atitulado


Acordei
Maiakóvski:

pintando muros de vermelho,
decifrando nuvens.

[queria
desmontar meu esqueleto
verter minhas vértebras
em pífano]

Eu, racional
num momento,
pensei e dormi à coseno:

indo de um a um menos
eterno em me contradizer.

Queria ser máquina,
matemática, técnica,
alusões apologéticas,
mas sofro na visão pérfida
de alma apenas ser.

Tento transformar em fumaça
vomitando indústrias,
engolindo cânceres.

E lá nos pulmões
abro cancros
que acompanham o crescer
bambo e manco
da gaiola do peito a morrer.

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