Papo furado, Poeminhas

da Vida


Os meus dedos de demônio
têm nas pontas fogo do inferno
e a cada batida nas teclas
o ar se enche de fagulhas
e maldições.

Ela me deixou a pão e enxofre
observando as coisas ao meu redor:

com a calma idiota de alguém comtemplando as baronesas
boiando no rio depois da noite de chuva.

Queimo por dentro
e meus pulmões são fumaça
e minhas palavras e murmúrios
são lava de todas as cores

de todos os magnésios

de todas as lavas alcalinas.

E os meus olhos sombrios
são tão antigos e comuns
como o vidro enegrecido
das minhas íris.

Pra ela sou só isso:
um monstro de fogo
enxofre e lava

um moribundo ardendo

ardendo

morrendo demais
por estar repleto de Vida.

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