Papo furado, Poeminhas

.


Escrever um poema é ser burro de se perder em significados.
Eu não queria isso para mim nos últimos tempos mas estou aqui de volta.
O mundo, obviamente, girando enquanto as mesmas coisas de que tanto fugi:

a angústia
o mal-entendido
a idiotice
o amor imbecil
a cerveja pela cerveja

me rondam como se eu fosse um bife cru, sangrando de novo, um espólio
perdido de frigorífico caído no meio de um canil de feras assassinas.
E aqui estou novamente. Dizendo adeus sem querer dizer nada.
Machucado e machucando a quem amo que é como se fosse um suicídio.

Mesmo assim, obrigado, poema por ser o meu vômito minha ressaca
minha redenção.

Prometo que vou sobreviver a você.

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