Papo furado, Poeminhas

Agonia


Lá estava Fillipe, outra vez
a sonhar

como as putas
sonham com porcos

como os porcos
sonham com outros animais

como os animais
sonham com homens

como os homens
sonham com putas.

E lá estava ele
tecendo o céu e o inferno

em sua cabeça insone

achando que era um poema
ou qualquer outra coisa

que fosse imune

ao seu julgamento
crítico.

Fillipe, pensando teorias
e acidez, sem saber o que
dizer ou jogar pra cima

dançando um balé
mavioso

de deselegâncias
inúteis.

Sem sentido
sem medo
sem coragem
sem nada

que prestasse.

Só a insônia
e os dedos nervosos

para escrever qualquer
porcaria

a lhe fazer companhia

enquanto

o

sol

nascia

lá fora.

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