Poeminhas

Cores da madrugada


E há sempre um azul

no céu acima do bar.

Nos meus olhos eu tenho
as cores do sono

e também o cinza leve
depois da ponta laranja
do cigarro.

Lá longe não vejo um defunto:

o vermelho no chão
quase preto;

e aqui ainda sobra
esse ouro amarelo no copo

e outros louros da vitória.

Ainda logo à frente
há o lilás da nuvem
saindo do mar profundo,

então penso na noite:

um passo distraído
e a mancha marrom no sapato,

um beijo escondido
e os rosa tons da pele

num sorriso amigo
a carreira de dentes

sem cor definida

e meu hálito em cinza:

a pontinha laranja abrasada
doutro cigarro.

No salão
lâmpadas amarelas
vermelhas roxas azuis

dos canhões de luz em breu.

Pra cima eu fito castanho:

o azul escuro também me fita

e é por isso que fecho os olhos.

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Um comentário sobre “Cores da madrugada

  1. Que bonito, caro amigo Filipe!!!!!

    Além do seu outro blog que já visitei e onde tive oportunidade de deixar a minha mensagem de felicitação, deixo-lhe aqui também os meus Parabéns por este blog que te poesia linda, como é o caso desta.

    Seria um enorme prazer que deixasse as suas palavras, comentários, ideias e críticas no nosso forum (do qual é membro): http://www.olhodocu.com
    Abraço,

    Carlos Manuel
    (www.olhodocu.com)

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