Poeminhas

Baque solto


Intrujão, cabeça pesada, o enfeite.

O cravo branco na boca, chocalho,

e os olhos de fogo e de fogos:

virado no mói de coentro

de parte com o satanás.

Lança cortando o vento

espetando festa

na bunda e no bucho

de folião distráido.

Olha o caboclo

brilhando

com o sol batendo

na colorida vastura

cabeluda

de papel.

A capa de percevejo

e caco de vidro partido

olha o caboclo

perdido

perdido endemoniado.

Caboclo com a lança

de riste

o dedo na cara no ano

que começa em fevereiro.

Calado, e calado

ele anda, chocalhando

o peso do passo

abrindo abertura no ano

com a força do calo

que casca

na palma da mão

(ano todo o facão)

e no braço.

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