Poeminhas

A salvo


Dentre as trevas,
num passeio lúgubre,
ergo a cabeça,
faceio e me perco
na luz inquieta
do canto mais castanho
dos teus olhos.

E acho que estou salvo.

Nos teus olhos
A vida faz mais sentido.

O pescoço proibido
Liberta o vampiro.
E eu me sinto trancada
Do lado de fora
Enquanto não chupar
O sangue lírico
Que mora
No poema impossível.

Além da superfície estou a salvo.

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Este poema é uma das minhas muitas parcerias com a poetisa gaúcha Alana Nunes.

Muito me honra.

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