Poeminhas

Grande coisa


Veja só,
talvez o embriagamento
ou qualquer outro motivo
me fizeram escrever

um outro poema.

Grande coisa.

Um outro poema.

Mas ele se desenhou
na minha cabeça
como o bom filho da puta
que ele é.

Engraçou-se com meus sentidos
beijou-me mãos, pés e ouvidos

e me pediu pra ficar.

Não houve negação

poemas são como mulheres teimosas
e lindas, que te fazem aceitar
as coisas mais esdrúxulas
e sem propósito do mundo

por um tico de amor qualquer.

Então sento e espio
o poema fazer das suas.

Nem é alumbramento,
não tenho mais paciência
pra poesia nenhuma,

mas ele veio tão desgraçado
e maldito, que nem estou
muito a fim de fazê-lo parar.

Vai em frente, poema besta.
Vai embora
leva também a poesia

mexe um pouco esse seu corpo feio
e bruxuleie pela última vez
aqui neste vão escuro
que é a minha cabeça.

– Que com qualquer sopro de vela
você se apague, evoé.

E seja só mais um poema escrito
há algum tempo atrás
quando eu comentar com alguém

que tenha paciência para isto.

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