Contos

O terrível


Beliscão na perna, a marca vermelhinha, mordida no seio, chupão deixando mancha.  Estapeava, pedia que ela gritasse. Ele, o terrível. Bufando, suando, raspando o bigode no corpo dela. Ai, arranha, ela diz, ele não aguentava, aquele gemido sim que arranhava macio o ouvido, que nem unha de mulher fazendo carinho.

Gosto seco na boca, a luz amarela do quarto. Ambos de olhos fechados. Ele sentindo o prazer se espalhando pelas pernas, pela espinha. Terminou, esmagando a pequena moça com sua redonda barriga.

– De lamber os beiços, você.

– Também você, paixão, ela diz.

– Preciso de um banho.

Ele no chuveiro, ela esperando, bochechando água com pasta de dente. Manter sempre o beijo fresco.

Ele veste a farda, “SD CAVALCANTI”, ela lê.

Estalinho na porta, deixa as duas notas enroladas no criado-mudo.

– Depois eu volto, Manuela.

Ela sorri, complacente. Agora sim tomaria um banho. Aquele bigode nojento.

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