Poeminhas

Amanhecer


Carrego nos olhos uma noite insone
e inflamo no papel outra solidão.
Permeado novamente pelos fracassos:

caio.

Nunca durmo. Sempre sonho.
E Morfeu, pra mim, cruzou os braços.

Não vou dizer o que sou
Nem o que quero.
Pelo contrário.
É contra o onírico que vou lutar.
(E eu sei que não adianta)

Só um lamento.
À praga levada nas pálpebras.
Às pedras que batem nas têmporas
gerando fagulhas de blá, blá, blá
e tudo e nada.

Bah! Que se dane.

Pílula pra mim não há.

Só pesos. Consciência, rotina,
o que seja. Que são a cruz do
meu descanso.

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