Poeminhas

Soneto Cretino à Skátos


Me corto com a destreza que proponho
e o que sai de mim me deixa atônito
sou porra, pus, catarro, sangue e vômito
linfa, medula, mijo, canto e sonho

Sou sujo, conformado então com isso
não sei mais o querer do que sou mais
Me corto com a faca dos omissos
na carne que não cortarei jamais

sou medo de feridas que me avessem
seja dentro do peito ou fora d’alma
em toscas sensações que enlouquecem

pichando feios versos em brava calma
perdendo esses nojos que já tive
e o pudor das mãos, em porcas palmas

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2 comentários sobre “Soneto Cretino à Skátos

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