Contos

Expurgo intimista II – Eu te odeio, eu te amo


Nuances, impressões taquicardíacas, acetinadas pela brandura do meu olhar aliviado, beijando transcendentalmente os vultos e auras que observo ao redor de suas curvas excêntricas. Acaricio com os lábios sua boca rija, não me responda, não atrapalhe a completa expulsão dos meus tormentos, dos meus tempestivos arroubos íntimos.

Velando a nós, seu corpo, separado, jogado no canto tal qual fonte do plasmático rio arterial que se formou após a minha expulsão de ódio.

A lâmina flexível do serrote, ao lado do prato onde lhe observo pela última vez a face.

Meus dedos penetrando reentrâncias dos seus cabelos. Carrego-lhe ao caldeirão, cheio d’água.

Penso que, mesmo que a beleza do momento não peça, não perderei a piada, e antes do mergulho, não resisto:

To be or not to be?

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